Sexta-feira, 10 de setembro de 2010
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02/03 Cuidados básicos são essenciais na hora de contratar transporte escolar
Gilson e Saudete, há 20 anos no ramo, preferem transportar poucas crianças, mas com cuidado dobrado
 

Por falta de tempo ou comodidade, muitos pais contratam o serviço de transporte escolar para os filhos sem atentar para questões como a legalidade do serviço, a segurança dentro da condução e a manutenção do veículo.

“Não existe fiscalização. O clandestino é que manda hoje no transporte escolar. Já vi motorista levando 13 crianças em um carro pequeno”, afirma Gilson Brandão, 52, um dos diretores do Sindicato dos Transportes Escolares e Turísticos do Estado da Bahia (Sintest) e motorista do ramo há mais 20 anos.

Gilson trabalha junto com a mulher Saudete Brandão, 47, que cuida das crianças durante as viagens. “Sempre que possível, levamos menos crianças, a fim de dar mais atenção a cada uma delas. Observo desde a manipulação do cinto de segurança às brincadeiras”, conta.

Na capital baiana, a fiscalização e a concessão de alvará para a exploração do serviço de transporte escolar é de competência da Superintendência de Trânsito e Transportes de Salvador (Transalvador), cujos dados dão conta de 755 veículos regularizados.

Entre os documentos exigidos pelo órgão, estão a carteira de habilitação classe D e o certificado do Curso de Formação de Condutores de Transporte Escolar, oferecido pelo Serviço Social de Transporte/ Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) – documentos que os pais podem solicitar, além do próprio alvará.

Segurança e contrato - O contratante deve atentar também se o veículo atende ao limite de cinco anos de uso, se está em condições de tráfego e higiene, se possui cinto de segurança para todos os ocupantes, controlador de velocidade (tacógrafo), extintor de incêndio de 4 kg, triângulo, além de chave de roda, macaco, estepe e alicate e chave de fenda.

A Tarde